«Que espaço, com que textura, toque, peso específico, existe por sobre
as malhas do gigantesco conglomerado (que côres dos olhos nos fitam
dos antípodas)? [...] Seremos já, todos, um pouco, lapas electrónicas
anunciadas de um rochedo ermo no espaço, rodeado por inebriantes eflúvios de
ciberespaços irresistíveis? Que espaço?, que tempo?, são estes e
quais as suas novas coordenadas? [...] hoje, dá-se um pontapé numa
pedra-filosofal (o Internet, que é, aliás, uma anti-pedra) e jorra de
imediato, incessantemente, informação.»
-- Carlos Campos Morais,
"ENTRE-AS-REDES: metamorfoses do espaço e do tempo"
«O elemento radicalmente novo do ciberespaço, que não existe nem na
televisão nem na rádio, é a hiperligação. Por isso os links são a
grande obra alquímica a que os artistas devem meter mãos, pois são
eles que permitem transmutar o hipertexto em ciberarte. [...]
o artista pode transmutar os links em signos e símbolos, conferindo-lhes
dimensão poética, e não apenas funcional ou técnica.»
-- Maria Estela Guedes,
"De link em link"